MENU

MENU

Home

Portal Economia Explica

Economia Hoje
Economia em Foco
Portal Economia Entrevista
Artigos Econômicos
Amendoadas do Mandel

História do Dinheiro

Trocas de moeda no Brasil

Sugestões de Livros
Bronca do Internauta!
Blog - Maurício Martins

Variedades:

Cultura & Literatura 
Conexão TiroLivre
Cinema em Cartaz
Crônicas do Cotidiano
Moda em destaque

Especiais:

História da Inflação no Brasil
11 de setembro: 5 anos depois
São Paulo em alerta
20 anos do Plano Cruzado  
Especial França (site externo)    
15 anos do Plano Collor
Impostos no Brasil
Fale Conosco

Linha de Navegação no site à Portal Economia Entrevista

ENTREVISTA

   :: Entrevista :: 11/05/2004
Com: Vladimir Caramaschi (Economista-Chefe da Fator Corretora)

-------------------------------------------------------------------------------------------------

à Ouvir a entrevista em áudio (clique aqui)

        Abaixo, você confere a entrevista do Portal Economia sobre a turbulência nos mercados brasileiro e mundial e as perspectivas no curto prazo.

      Vladimir Caramaschi destacou que o ponto fundamental desta turbulência é a alta dos juros nos EUA - que deve ocorrer antes do que o mercado esperava inicialmente -, uma vez que tal fato consumado acarreta uma série de ajustes nos mercados mundiais com destaque para os emergentes, já que ocorre uma redução da exposição aos mercados de maior risco. Ele também analisou as perspectivas para o mercado financeiro brasileiro e mundial nas próximas semanas.

        Confira abaixo a íntegra da entrevista!

-------------------------------------------------------------------------------------------------

Maurício Martins (Portal Economia) : Vladimir, nestes últimos dias no mercado observamos uma reversão nos cenários, com queda na Bovespa e nos demais mercados, dólar em alta, bem como piora do risco-país e desvalorização dos títulos da divida brasileira. A que você atribui esta reversão de cenário?
 
Vladimir Caramaschi (Economista Chefe - Fator Corretora) : O ponto fundamental é a antecipação da alta dos juros nos EUA, que o mercado já esta esperando para junho sendo que anteriormente a maior parte do mercado apostava que esta alta só ocorreria em 2005. Com a alta acontecendo em junho, então uma serie de processos de ajustes são disparados na economia mundial, afetando em particular os mercados emergentes. Tanto porque uma alta de juros [nos EUA] diminui o apetite por risco dos investidores em títulos destes países [emergentes] e também porque uma alta de juros também afeta preços de commodities e taxas de câmbio. Então, há todo um processo de redução de exposição nos mercados de maior risco e, portanto, esta queda nas bolsas, a desvalorização do Real e o aumento do Risco.
 
MM – Uma fato interessante que estamos observando é o Brasil estar melhor no balanço de pagamentos, registrando também superávit na balança comercial. Será que justifica toda esta pressão, repentinamente, no mercado de câmbio?
 
VC – Sem dúvida, a situação é melhor hoje que no passado. O Brasil enfrentou crises em situações mais desfavoráveis do que hoje. No entanto, o país ainda tem algumas vulnerabilidades importantes como, principalmente, a alta relação dívida/PIB, então sempre que há uma crise a questão da estabilidade da dívida ressurge e também o fato de que o país, apesar do crescimento do saldo comercial e das exportações nos últimos anos, ainda é uma economia relativamente fechada e, portanto, quando um choque nos atinge ele acaba tendo um impacto maior no mercado de câmbio se comparado com países que tem uma economia mais aberta.
 
MM – Você acredita que a taxa deva continuar neste nível de R$3,10 ou deve retornar ao patamar de R$2,90?
 
VC – Eu não espero que, no curto prazo, retorne para aquele patamar. O mercado está muito volátil e, apesar de ter dado alguns sinais de melhora hoje (11/05), eu acho que a situação ainda é bastante delicada e não acredito que já estejamos num processo de recuperação sustentada. Acho que as próximas semanas ainda serão de muita volatilidade e, se eu fosse apostar neste momento, apostaria que o processo tende a continuar um pouco mais ainda, ou seja, alguma desvalorização adicional [do Real] no curto prazo. É difícil saber se isso vai se confirmar ou não, mas me parece o mais provável neste momento. E, por outro lado, não acredito que estejamos vivendo uma crise que vá levar a alguma conseqüência mais grave. Apesar de haver uma chance da situação piorar um pouco mais, descarto como cenário básico um problema mais sério que pudesse levar o cambio a um nível muito desvalorizado e que gerasse uma pressão inflacionária e que, por sua vez, obrigasse o BC a elevar juros. Acho que há um potencial para as coisas piorarem um pouco, mas não acredito que ela vá se deteriorar a ponto de obrigar o Governo a tomar uma atitude mais drástica em relação à política monetária.
 
MM – Então não seria o caso de o BC realizar intervenções no mercado de câmbio?
 
VC – Intervenções no mercado de cambio podem até ser necessárias, principalmente através da rolagem do passivo cambial. No dia 19 agora (de maio) há um investimento importante de títulos cambiais. O BC vinha resgatando estes títulos, mas neste cenário mais turbulento ele poderia optar por rolar estes vencimentos e, portanto, eliminar parte da pressão sobre o câmbio. O que acho eu estou descartando, por enquanto, é a possibilidade do aumento de juros.
 
MM – Você acha que nesta próxima reunião do COPOM, mesmo com a situação de cautela mundial, existe espaço para corte de juros?
 
VC – Vai depender de como a situação evolui nesta semana até a reunião do COPOM. Eu acho que mesmo antes da situação se agravar – como ocorreu na semana passada – a expectativa já era de um corte bastante modesto. Eu acho que, hoje, o cenário mais provável é de manutenção da SELIC mas acho que ainda não dá para descartar totalmente um corte de 0,25%, principalmente se recuperação vista hoje (11/05) se sustentar nos próximos dias.
 
MM– Mas certamente este cenário novo das últimas semanas certamente dificulta uma queda um pouco maior da SELIC, não é verdade?
 
VC – Eu acho que sim. Seria bastante arriscado para o BC optar por uma queda maior neste momento, pois isto poderia jogar mais “lenha na fogueira” da desvalorização, poderia agravar as expectativas negativas em relação a taxa de câmbio e, indiretamente, à inflação, e portanto não me parece que seja um opção muito provável de ser adotada. Eu acredito que eles continuarão a ser bastante cautelosos; já seriam sem esta crise e, mais ainda, agora.
 
MM – Você considera preocupante o IGP-DI de abril divulgado que mostrou uma pressão d e preços no atacado mas não no varejo?
 
VC– Eu acho que ele só confirmou o quadro que já tínhamos com o IGP-M do mês de abril e, por enquanto, isto não me preocupa. O índice veio relativamente em linha com o que esperávamos e não acredito que a recuperação da economia doméstica já tenha gerado um patamar de renda suficiente para que seja visto um repasse maior para os preços ao consumidor. Continuo vendo uma situação mais tranqüila do ponto de vista de preços ao consumidor e, portanto, do ponto de vista do que é relevante em essência para a política monetária do BC.
 
MM – Você acredita, então, numa piora da situação macro-econômica do Brasil nas próximas semanas, antes de haver uma correção?
 
VC – Eu acho que sim. Eu acho que, por enquanto, mantenho a idéia de que a economia segue em recuperação. Só se houvesse um agravamento maior da crise e as taxas de juros maiores [de mais longo prazo] que foram praticadas nos últimos dias se consolidassem, aí sim poderíamos ver uma reversão da expectativa de crescimento da economia para este ano. Com relação a inflação, continuo relativamente tranqüilo. Eu acho que vai ser muito difícil o BC cumprir com os 5,5% da meta de inflação, mas continuo acreditando que ele consegue chegar com um resultado até bem abaixo do teto da meta de inflação, de 8%.
 
MM – Você não acha que esta turbulência pela qual estamos passando pode prejudicar esta estimativa de crescimento de 3,5%?
 
VC – Acho que tudo vai depender do que acontecer no mercado de juros, principalmente. Por enquanto, houve uma piora, mas até que ela realmente se reflita no nível de atividade, teremos que ver as taxas de juros do mercado futuro se irão se consolidar realmente neste patamar mais alto. Como eu não estou adotando como cenário básico um cenário no qual o BC seja obrigado a elevar a SELIC, então, de forma indireta, estou acreditando que estas taxas possam recuar pelo menos um pouco nas próximas semanas.
 
MM – Para o pequeno/médio investidor, qual a melhor aplicação financeira que você considera para um momento de crise como este?
 
VC – Eu acho que o conselho é tentar evitar os ativos de maior risco. Eu não acho que, apesar de todas as quedas, seja o momento de apostar numa recuperação muito forte da bolsa (Bovespa). Eu acho que o ambiente irá continuar muito volátil para isso, então eu daria preferência para alternativas de menor risco – como fundos de renda fixa mais conservadores, CDB’s, ou seja, ativos que não ficassem muito expostos às flutuações.

 

Nova pagina 1
.

Publicidade:



__________________________________________________________________________________________________
Publicidade:


__________________________________________________________________________________________________
Publicidade:

 

.

Cadastre-se no site | Expediente/Equipe | Como funciona o site | Nosso objetivo | Anuncie |Fale Conosco

Ó Copyright 2003-2008 :: PortalEconomia.com.br
Os textos e fotos deste site são protegidos por CopyRight. Cópias não autorizadas serão enquadradas em crime contra a propriedade intelectual.

Site hospedado por : Internet Host ( http://internethost.com.br )