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O que esperar da economia brasileira até o fim de 2021?

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O cenário econômico brasileiro atual transmite incertezas quanto à sua recuperação e retomada pós-pandemia.

O descompasso entre a oferta e a demanda em função da reabertura do segmento de serviços, que agrava o crescimento da inflação, os sucessivos aumentos dos combustíveis e das tarifas de energia elétrica, o aumento do custo da alimentação, que está pressionada pelo patamar dos preços em dólar das commodities agrícolas no mercado internacional, são alguns dos principais fatores que preocupa os economistas no momento.

No inicio deste ano, os economistas previram um cenário totalmente diferente do assistido até aqui.

Em janeiro, o Grupo consultivo macroeconômico da ANBIMA projetou para dezembro deste ano a taxa básica de juros (Selic), situada entre 2% e 4%, enquanto a inflação ficaria entre 3% e 3,9%.

Nas expectativas de inflação para 2021, 2022 e 2023, apuradas pela pesquisa Focus, ainda em janeiro, as projeções para Inflação encontravam-se em torno de 3,4%, 3,5% e 3,25%, respectivamente.

O Copom, no início deste ano, extinguiu o forward guidance adotado em sua 232ª reunião, crendo que o cenário econômico brasileiro, naquele momento, encontrava-se suficientemente próximo da meta de inflação para o ano.

À época, as projeções do Copom para inflação de 2021 e 2022, situaram-se em torno de 3,6% e 3,4%, respectivamente.

Já as projeções para a Selic foi de elevação até 3,25% a.a. em 2021 e 4,75% a.a. em 2022.

Cenário econômico brasileiro atual

O cenário desenhado ainda no início de 2021 passou longe de todas as previsões apontadas, que projetaram uma recuperação econômica gradual do país, à medida que a pandemia fosse controlada.

Nas projeções, via-se claramente um cenário econômico com inflação controlada, próxima da meta, com taxa de juros em torno de 4%.

No momento, a inflação acumulada nos últimos 12 meses é de 9,68%, percentual este muito acima da meta, 3,75%, com projeção de elevação para 13,7% até o final deste ano.

A taxa básica de juros Selic, na última reunião do Copom, subiu 1 ponto percentual, passando de 5,25% a.a. para 6,25% a.a..

A  expectativa é que, até o final deste ano, a Selic suba mais e chegue em 8,25% a.a..

O que esperar da economia brasileira até o fim de 2021?

No momento, o cenário é de incerteza. Há uma preocupação com relação aos riscos fiscais em um ambiente de juros alto, pois mais dívida pública em um contexto de juros altos provocará muitos prejuízos.

A incerteza instalada está ancorada sob a dúvida dos pagamentos dos precatórios para acomodar o novo programa social do Governo, dado que não se sabe se estão ou não contemplados no teto de gastos.

No entanto, neste ano, o rácio da dívida total em relação ao PIB permaneceu relativamente estável, em cerca de 82,0%, e a previsão do défice básico foi revista para baixo de 1,9% do PIB para 1,4%.

Espera-se que o cenário à frente seja melhor. Se confirmado o menor ritmo de crescimento do PIB mundial, sobretudo da China e EUA, a expectativa é que os preços das commodities caiam com reflexos positivos no setor doméstico.

Além disso, com a vacinação, espera-se também que a economia volte definitivamente ao seu ritmo natural, o que também indica uma possível redução na elevação da inflação.

Por fim, mais uma vez, as previsões estão feitas. Há um resquício de esperança para recuperação econômica e retomada da atividade industrial nos próximos trimestres.

Como será? Bom, só nos resta aguardar.

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